A Câmara dos Deputados inicia uma semana decisiva com a sabatina de sete candidatos que disputam uma vaga de ministro no Tribunal de Contas da União. A análise ocorre nesta segunda-feira (13), enquanto a votação final está prevista para terça-feira (14), em meio a um cenário político fragmentado.
Favoritismo existe, mas disputa segue aberta
Apesar da multiplicidade de nomes, o deputado Odair Cunha aparece como principal favorito, reunindo apoio de 12 bancadas. O parlamentar conta com articulação liderada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, que costurou um acordo político ainda durante sua eleição ao comando da Casa.
Mesmo assim, o entendimento não unificou todos os partidos. Siglas de centro e direita optaram por lançar candidaturas próprias, ampliando a disputa e reduzindo a previsibilidade do resultado.
Lista reúne nomes de diferentes partidos
Ao todo, sete parlamentares foram indicados para a vaga:
- Adriana Ventura (Novo-SP)
- Danilo Forte (PP-CE)
- Elmar Nascimento (União-BA)
- Gilson Daniel (Podemos-ES)
- Hugo Leal (PSD-RJ)
- Odair Cunha (PT-MG)
- Soraya Santos (PL-RJ)
O deputado Emanuel Pinheiro Neto será o responsável por relatar as indicações na comissão.
Modelo de sabatina é novidade no processo
A realização de sabatina prévia não é uma prática tradicional nesse tipo de escolha, mas foi implementada neste ano. Cada candidato terá espaço para apresentação inicial, seguida de questionamentos dos integrantes da comissão.
Apesar disso, o papel da comissão é apenas consultivo, e todos os nomes seguem para votação no plenário.
Voto secreto pode mudar cenário
A definição do escolhido ocorrerá por voto secreto, fator que aumenta a imprevisibilidade. Nesse modelo, parlamentares podem votar sem seguir, necessariamente, a orientação de suas bancadas, abrindo margem para mudanças de última hora.
Após a escolha na Câmara, o nome ainda precisa passar pelo Senado antes da confirmação.
Vaga foi aberta após aposentadoria compulsória
A cadeira no TCU está vaga desde fevereiro, após a saída do ministro Aroldo Cedraz, que se aposentou ao completar 75 anos — idade limite para permanência no cargo.
O tribunal é responsável por fiscalizar a aplicação de recursos públicos federais e atua como órgão de apoio ao Legislativo. Ao todo, são nove ministros, com indicações divididas entre Câmara, Senado e Presidência da República.