O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, foi oficialmente confirmado como pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), substituindo Aldo Rebelo. O anúncio aconteceu neste sábado (16), logo após Rebelo manifestar seu descontentamento nas redes sociais, classificando a escolha como “afronta a tudo o que defendo como relações políticas”.
Joaquim Barbosa e o simbolismo da mudança na política
Barbosa, primeiro negro a presidir o STF, foi relator do julgamento do Mensalão e comandou a Suprema Corte entre 2012 e 2014. Desde sua aposentadoria, há cerca de dez anos, atua na advocacia privada, mas seu nome já havia sido cogitado para disputas presidenciais em ocasiões anteriores.
Para o DC, o ex-ministro representa uma resposta à crise ética na política e à desmoralização do STF. Em comunicado, o presidente nacional do partido, João Caldas, afirmou: “O povo brasileiro merece um novo capítulo em sua história”, reforçando que Barbosa seria o responsável por restaurar a confiança da população nas instituições.
Aldo Rebelo mantém candidatura e critica a escolha
Apesar da decisão do partido, Aldo Rebelo publicou nota afirmando que continuará com sua pré-candidatura. “Candidaturas são projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos. Fui escolhido para levar adiante um projeto de união e desenvolvimento do Brasil, ancorado na minha biografia sem mácula e na minha experiência na administração pública e no Congresso Nacional”, declarou.
Rebelo ainda classificou a indicação de Barbosa como um “balão de ensaio”, termo usado para medir a reação pública antes de confirmar decisões estratégicas. A manifestação evidencia a tensão interna no DC diante da nova configuração do cenário eleitoral.