Governo atualiza ‘lista suja’ do trabalho escravo e inclui Amado Batista e BYD

Imagem: Divulgação - Atualização da lista suja do trabalho escravo inclui 169 novos empregadores e soma cerca de 613 nomes, com destaque para casos envolvendo empresas e figuras conhecidas
Imagem: Divulgação - Atualização da lista suja do trabalho escravo inclui 169 novos empregadores e soma cerca de 613 nomes, com destaque para casos envolvendo empresas e figuras conhecidas

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O governo federal divulgou nesta segunda-feira (6) uma nova atualização da chamada “lista suja” do trabalho escravo, ampliando o cadastro com a inclusão de 169 novos empregadores. Com isso, o total de nomes passa a cerca de 613 em todo o país, refletindo um crescimento de 6,28% em relação à última divulgação.

A relação reúne pessoas físicas e jurídicas flagradas submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão, após processos administrativos concluídos.

Maioria dos incluídos na lista de trabalho escravo são de pessoas físicas

Entre os novos registros, 102 correspondem a pessoas físicas e 67 a empresas. A atualização também trouxe à tona nomes conhecidos, como o cantor Amado Batista e a montadora BYD.

A presença desses nomes aumentou a repercussão da lista, que é considerada um dos principais instrumentos de transparência no combate ao trabalho irregular no país.

Os dados mostram que algumas atividades econômicas concentram maior número de casos. Entre os segmentos com mais inclusões estão os serviços domésticos, a criação de bovinos para corte, o cultivo de café, a construção civil e serviços ligados ao preparo de solo e colheita.

No total, as ocorrências mais recentes resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores submetidos a condições de exploração.

Amado Batista e BYD se prenunciam

A BYD informou que as irregularidades identificadas estão relacionadas à empresa terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda, responsável por parte das operações. Segundo a montadora, o contrato com a prestadora foi encerrado após a constatação dos problemas.

A companhia afirmou ainda que não compactua com práticas que desrespeitem a legislação brasileira ou a dignidade dos trabalhadores.

No caso de Amado Batista, o nome aparece em duas autuações registradas em Goianápolis, na região metropolitana de Goiânia. Uma delas envolve o Sítio Esperança, com 10 trabalhadores, e a outra o Sítio Recanto da Mata, com quatro trabalhadores, em ocorrências registradas em 2024.

Em nota, a assessoria do cantor afirmou que são “completamente falsas e inverídicas” as informações sobre o resgate de 14 trabalhadores em propriedades ligadas ao artista.

Ainda segundo a defesa, não houve resgate e todos os funcionários seguem em atividade. A assessoria acrescentou que houve fiscalização em uma fazenda arrendada para plantio de milho, ocasião em que foram identificadas irregularidades envolvendo quatro trabalhadores contratados por uma empresa terceirizada responsável pela abertura da área.

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