Itamaraty nega divulgação de lista de hóspedes em residências oficiais durante governo Lula

Imagem:  Ricardo Stuckert / PRESIDENCA DA REPUBLICA - Itamaraty nega acesso à lista de hóspedes em residências oficiais no exterior, mesmo com gastos de R$ 240 milhões, e caso será analisado pela CGU.
Imagem: Ricardo Stuckert / PRESIDENCA DA REPUBLICA - Itamaraty nega acesso à lista de hóspedes em residências oficiais no exterior, mesmo com gastos de R$ 240 milhões, e caso será analisado pela CGU.

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O Ministério das Relações Exteriores decidiu não divulgar a lista de pessoas hospedadas em residências oficiais brasileiras no exterior durante o atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido havia sido feito com base na Lei de Acesso à Informação, mas foi rejeitado sob a justificativa de que exigiria esforço excessivo da estrutura administrativa.

Pedido envolve residências oficiais em 24 cidades

A solicitação buscava acesso a dados de hospedagem em 24 imóveis oficiais localizados em diferentes países, incluindo cidades estratégicas como Buenos Aires, Roma e Washington. Esses imóveis fazem parte de uma rede maior, que soma atualmente 133 representações diplomáticas brasileiras no exterior.

Apesar de os registros de hóspedes já existirem nas unidades, o Itamaraty avaliou que a consolidação das informações poderia comprometer o funcionamento do órgão.

Caso segue para análise da CGU

Após a negativa, o pedido passou por todas as etapas de recurso previstas na legislação. Agora, a decisão final ficará a cargo da Controladoria-Geral da União, responsável por avaliar conflitos s ao acesso a informações públicas.

A discussão levanta questionamentos sobre transparência e acesso a dados envolvendo estruturas mantidas com recursos públicos.

Uso das residências inclui autoridades e convidados

As residências oficiais brasileiras no exterior costumam receber autoridades, servidores e também convidados considerados de relevância institucional ou cultural.

Em 2025, por exemplo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Rosângela da Silva ficaram hospedados no Palácio Pamphilij, durante agenda na capital italiana.

No mesmo ano, o humorista Fábio Porchat também utilizou a residência oficial em Roma, a convite da representação diplomática brasileira no país.

Custo elevado amplia debate

O funcionamento das embaixadas e residências oficiais brasileiras no exterior gerou um custo de pelo menos R$ 240,5 milhões em 2025. O valor reforça a importância do debate sobre transparência e gestão desses espaços.

Enquanto a decisão final não é divulgada, o caso segue como mais um capítulo na discussão sobre o acesso a informações públicas e o uso de estruturas governamentais fora do país.

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